“Interculturalidade – a lusofonia em Macau”

Neste 4º documentário da série, pretendemos dar a conhecer as marcas da lusofonia no território de Macau através da presença alargada dos países de língua portuguesa presentes que aglutinam o espaço da CPLP.

Dar a conhecer as comunidades de expressão portuguesa local que ajudaram a construir Macau (Angola, Brasil, Cabo Verde, Goa, Damão e Diu, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, S. Tomé e Príncipe e Timor Leste), numa aproximação a cada uma delas, será o principal objetivo.

O Festival da Lusofonia realiza-se anualmente para promover a cultura dos países de língua portuguesa e homenagear as comunidades lusófonas residentes em Macau, pelo seu contributo no desenvolvimento do território

 

“Macaenses em Macau – renovando a identidade”

Para conhecermos melhor a configuração social multifacetada de Macau, não pode faltar no 5º documentário a singularidade étnica e grupal de um estrato específico e particularizado de uma população que se mistura com a fundação e a história do espaço que é hoje a Região Administrativa e Especial de Macau.

Os estudos ou reflexões mais recentes sobre a afirmação da identidade dos macaenses, têm resvalado já para a possibilidade de adaptação aos contextos de mudança que se iniciaram com a transição do território para a denominada RAEM, ou seja, ao modo como vão procurando renovar a sua afirmação identitária, assim sendo, faz todo o sentido devolver a “Voz” e o “Rosto” a quem em Macau continua a representar este elo histórico de cerca de quase quinhentos anos e que o tempo ainda não deixou apagar

 

“Uns e outros em Macau, 20 anos depois”

É o 6º e último documentário da série. A panorâmica da portugalidade ou lusofonia na sociedade de Macau não ficaria completa se não dessemos também a perspetiva que os outros têm dela, mesmo correndo o risco de haver alguma “falha interpretativa”, não se quis dela abdicar. Pensámos então que seria importante dar voz aos chineses de Macau sobre o modo como nos olham, acolhem e nos integram na sociedade.

Na mesma linha de abordagem queremos também aqui registar visões, opiniões e sentimentos sobre a presença dos portugueses e da lusofonia em Macau vista de um “outro” lado e integrar essa dimensão e a forma como ela nos interpreta.

E porque não há uns sem os outros, fica assim também o registo de algumas vozes e alguns rostos daquela que é a comunidade dominante e maioritária em Macau: Os Chineses

 

“Direito À Memória”

Trata-se de um documentário com 55 minutos de duração que se desenrola num ambiente particularmente sensível e delicado, o dos doentes mentais.

O protagonista é o dramaturgo e encenador João Silva, a pessoa que criou o “Grupo de Teatro Terapêutico do Hospital Júlio de Matos” em Outubro de 1968 e que o mantém até hoje, convertendo-se por mérito próprio no único encenador de Teatro Terapêutico do país, pioneiro inclusivamente fora desta. Será necessariamente um filme intimista, emocionante e impressionante. A linha narrativa será dada pela trajetória cronológica do próprio processo pessoal e profissional, ilustrando cada etapa, cada sucesso, cada passo, cada vitória ou derrota com imagens e sons do vasto arquivo existente, assim como de imagens atuais e dos depoimentos dos diferentes implicados direta ou indiretamente